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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A galáxia do olho negro




A galáxia do olho negro é de 19 milhões de anos-luz da Terra e é 51.000 anos-luz de diâmetro. Meio interestelar da galáxia olho preto é composto por dois discos de contra-rotação que são aproximadamente iguais em massa. O disco interno contém as faixas de poeira proeminentes da galáxia. A população estelar da galáxia apresenta nenhuma contra-rotação mensurável. Uma das contingências cenários de formação incluem uma fusão com uma galáxia satélite rico em gás em uma órbita retrógrada ou o acréscimo contínuo de nuvens de gás a partir do meio intergaláctico

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Teoria da evolução das estrelas estava incorreta





 Contra todas as expectativas

O processo de evolução estelar ensinado nos livros de astronomia está incorreto - ou, no mínimo, incompleto.
O modo como as estrelas evoluem e terminam suas vidas foi durante muitos anos um processo considerado bem compreendido.
Modelos computacionais detalhados preveem que estrelas com massa semelhante à do Sol passem por uma fase no final das suas vidas, quando ocorre uma queima final de combustível nuclear, e grande parte da massa das estrelas é perdida na forma de gás e poeira, que literalmente iriam para o espaço.
Este é o chamado ramo gigante assintótico ou AGB (sigla em inglês para asymptotic giant branch. Esse nome estranho é devido à posição que essas estrelas ocupam no diagrama de Hertzsprung-Russel, um gráfico que mostra o brilho das estrelas em função das suas cores.
No entanto, novas observações de um enorme aglomerado estelar, obtidas com o Very Large Telescope do ESO, mostraram - contra todas as expectativas - que a maioria das estrelas estudadas simplesmente não chega a esta fase de sua evolução.
Uma equipe internacional descobriu que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de modo muito preciso como é que estes objetos terminarão as suas vidas.

Falta de rigor
Durante um curto período de tempo, o material ejetado para o espaço é iluminado pela intensa radiação ultravioleta que vem da estrela, formando uma nebulosa planetária.
Este material expelido é depois utilizado para formar uma nova geração de estrelas, sendo este ciclo de perda de massa e renascimento vital para sustentar a atual explicação sobre a evolução química do Universo. Este processo fornece também o material necessário à formação de planetas - e contém ainda os ingredientes necessários à vida orgânica.
No entanto, o australiano Simon Campbell (Universidade Monash, Austrália), especialista em teorias estelares, descobriu em artigos científicos antigos indícios importantes de que algumas estrelas poderiam de algum modo não seguir estas regras, pulando completamente a fase AGB.
"Para um cientista de modelos estelares, estas hipóteses pareciam loucas! Todas as estrelas passam pela fase AGB, de acordo com os nossos modelos. Eu verifiquei e tornei a verificar todos os estudos antigos sobre o assunto, e acabei por concluir que este fato não tinha sido estudado com o rigor necessário. Por isso decidi eu mesmo investigar o assunto, apesar de ter pouca experiência observacional," conta o pesquisador.

Sódio estelar
Campbell e a sua equipe utilizaram o VLT para estudar com muito cuidado a radiação emitida pelas estrelas do aglomerado estelar globular NGC 6752, situado na constelação austral do Pavão.
Esta enorme bola de estrelas antigas contém uma primeira geração de estrelas e uma segunda geração, formada pouco tempo depois.
As duas gerações podem ser identificadas pelas quantidades diferentes de elementos químicos leves, tais como carbono, nitrogênio e - crucial para este estudo - sódio.
Os resultados revelaram-se surpreendentes. Todas as estrelas AGB do estudo eram da primeira geração, com níveis de sódio baixos, e nenhuma das estrelas da segunda geração, com níveis mais altos de sódio, tinha se tornado uma AGB.
Um total de 70% das estrelas não estavam nesta fase final de queima nuclear com consequente perda de massa.
Em outras palavras, essas estrelas morrem muito mais jovens do que se calculava, e sem a espalhafatosa fase de queima de hélio, quando a estrela emite uma luz extremamente forte.
Isto tem largo impacto não apenas sobre as teorias, mas também sobre as campanhas observacionais: a enorme quantidade de estrelas que deveriam estar se tornando superbrilhantes ao atingir a fase final das suas vidas simplesmente não existe.
"Parece que as estrelas precisam de uma 'dieta' pobre em sódio para que possam atingir a fase AGB no final das suas vidas. Esta observação é importante por várias razões. Estas estrelas são as mais brilhantes nos aglomerados globulares - por isso haverá 70% menos destas estrelas tão brilhantes do que a teoria prevê. O que significa também que os nossos modelos estelares estão incompletos e devem ser corrigidos!", conclui Campbell.
A equipe espera que sejam encontrados resultados semelhantes para outros aglomerados estelares e está planejando mais observações.
Ele levanta a hipótese de que as estrelas que saltam a fase AGB evoluirão diretamente para anãs brancas de hélio, arrefecendo gradualmente ao longo de muitos bilhões de anos.
Não se acredita que o sódio seja por si só a causa deste comportamento diferente, embora o elemento deva estar fortemente ligado ao fenômeno, que permanece um mistério.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O todo e a parte

Alguém já parou pra pensar o que é o todo, e de que ele é constituído. Bem, a resposta é que o todo é a soma das partes. Mas, esse é um raciocínio bem a priore. Se você observar um rio verá um grande volume de água. Se você observar o espaço sideral verá o fundo preto, melhor falando a profunidade de campo.  No caso do rio, veremos que ele é a soma de bilhões de moléculas de H2O. Elas se somam e formam o rio, e também poderia ser uma gota de água. Até mesmo o átomo é a soma de partes. Quais? Glúosn quarks, elétrons, e por aí vai. E no caso do espaço vazio???. O que vemos é a soma das suas partes. Mas que partes²? Nesse caso sua cor indicar que existe um imensa, porque não dizer uma enorme soma de energia, pois a cor negra é soma de todas as cores, então por analogia existe uma grande, enorme quantidade de energia no espaço que somada nos dar o que chamamos de Universo, cosmos.  Quer um outro exemplo! Quando olhamos o céu vemos milhares de estrelas, elas são as partes que constituem a galáxia onde vivemos. Quando as olhamos daqui, não podemo perceber que elas fazem parte de uma estrutura bem maior que chamamos galáxia, as galáxias por sua vez constituem os aglomerados de galáxias. No fim a totalidade de um ser, dependerá das suas suas partes constituintes, tanto qualitativamente quanto quantitativamente. Isso é importante na compreensão dos fenômenos da física, se você está interessado em compreende-lá, mais do que simplesmente decora fórmulas e constantes. É um dos princípios básicos sobre a qual se apoia a ciência.

Abraços