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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Edwin Hubble Georges Lemaitre descobriu a expansão do Universo

Moisés de Freitas - 19/11/2011
Edwin Hubble Georges Lemaitre descobriu a expansão do Universo
George Lemaitre descobriu a expansão do Universo e criou a Teoria do Big Bang, entre outras contribuições à ciência. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]

Segundo famoso

Um artigo publicado na edição desta semana da revista Nature vem corrigir duas injustiças históricas na área da cosmologia.

O verdadeiro descobridor da expansão do Universo foi o cosmólogo belga Georges Lemaitre, que publicou seus cálculos no ano de 1927, dando finalmente uma solução dinâmica para as equações de Einstein.

A segunda injustiça a ser corrigida é que Edwin Hubble, a quem vem sendo atribuída incorretamente a autoria da descoberta, não usou sua influência para ganhar a primazia sobre o feito.

As revelações foram feitas graças ao trabalho de detetive do astrofísico Mario Livio, que trabalha justamente no instituto que coordena as pesquisas do Telescópio Espacial Hubble - o telescópio mais famoso do mundo, cujo nome homenageia justamente o agora demovido Edwin Hubble.

Lemaitre descobre a expansão do Universo

Georges Lemaitre publicou suas conclusões sobre a expansão do Universo em 1927, baseando-se em dados sobre o desvio para o vermelho de galáxias distantes.

Seu grande erro parece ter sido publicar seus resultados em francês, em um jornal científico belga pouco conhecido, chamado Annales de la Société Scientifique de Bruxelles.

O norte-americano Edwin Hubble só publicou seus resultados, em inglês, dois anos mais tarde, em 1929, chegando às mesmas conclusões de Lemaitre.

Hubble nunca ganhou um Nobel por isto, embora o Nobel de Física de 2011 tenha homenageado a descoberta de que esta expansão está se acelerando.

Mas seu nome passou a constar dos livros de história, do nome da chamada Constante de Hubble, que mostra a taxa de expansão do Universo, e do telescópio mais famoso do mundo.

Lemaitre, por sua vez, é praticamente desconhecido.

Trechos deletados

O mundo provavelmente ainda não saberia da descoberta de Lemaitre se não fosse o fato de que o seu trabalho foi traduzido para o inglês, e publicado na renomada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Esta tradução foi publicada em 1931, quando as coisas estavam bem recentes, e Hubble ainda não havia entrado para a história de forma definitiva. Ou seja, daria tempo para corrigir a injustiça.

Mas entra então em cena o segundo episódio desta história intrigante: a tradução para o inglês do estudo de Lemaitre simplesmente deletou as partes sobre a descoberta da expansão do Universo.

Teoria da conspiração? O fato é que muitos dedos resolveram apontar para o próprio Hubble, que teria usado de sua influência para eclipsar a descoberta de seu rival e ficar com a fama.

Mas quem teria sido o verdadeiro responsável? A própria revista teria cortado os parágrafos comprometedores para Hubble? Ou seria mesmo o próprio Hubble que teria usado sua influência para eliminar o concorrente?

O trabalho de Mario Livio vem corrigir também esta injustiça.

Ele revisou uma série de cartas na Royal Astronomical Society, incluindo uma de Lemaitre, que mostram que o cosmólogo belga sabia do corte e concordou com ele.
Edwin Hubble Georges Lemaitre descobriu a expansão do Universo
Partindo de sua descoberta da expansão do Universo, Lemaitre inverteu o movimento e idealizou sua "hipótese do átomo primordial", que passou a ser conhecida como Teoria do Big Bang. [Imagem: Wikimedia]

Crédito a Lemaitre

O fato de ter concordado em não publicar os parágrafos cruciais, contudo, não tira sua primazia da descoberta da expansão do Universo.

Porque ele concordou com isto, mesmo depois de Hubble ter publicado conclusões semelhantes mais tarde, ninguém sabe.

A revista Nature levanta algumas conjecturas:

"Talvez Lemaitre estivesse simplesmente lisonjeado demais por ser convidado a traduzir o seu artigo e, consciente da importância de Hubble entre os falantes em inglês, e com medo das repercussões, ou talvez desejoso de ingressar na Royal Astronomical Society - talvez ele próprio tenha se autocensurado."

A revista conclui que o caso contra Hubble, com as acusações de tentativa de anular o concorrente, devem ser arquivadas.

Mas igualmente devem ser levantados os verdadeiros créditos para Lemaitre.

"O nome do belga é um candidato valioso para o nome de uma futura missão espacial," conclui a revista.

Lemaitre lança a Teoria do Big Bang

O fato é que esta não é a única injustiça contra Lemaitre.

Afora o fato de ser reconhecidamente muito modesto e avesso à fama, talvez o "grande erro" de Georges Lemaitre seja bem outro.

Sempre houve um enorme preconceito contra ele na comunidade científica porque, embora fosse físico, astrônomo e professor universitário, ele tinha também outra ocupação - a maioria dos textos fala sobre o físico Hubble e o padre Lemaitre.

O fato é que o padre-cientista foi um dos gênios de uma geração que começou com Maxwell e incluiu Einstein, Heisenberg, Planck, Bohr, Schrodinger e Godel.

E a expansão do Universo não foi sua única contribuição para a ciência.

Partindo de sua descoberta da expansão do Universo, ele inverteu o movimento e idealizou sua "hipótese do átomo primordial", mais tarde refinada por George Gamow.

Esta teoria é hoje bem conhecida do público, mas com o nome de "Teoria do Big Bang" - este foi um termo sarcástico criado por Fred Hoyle, um físico defensor do universo estacionário, mas foi o nome que pegou.

Os créditos adequados para Lemaitre provavelmente serão dados apenas quando uma outra geração de gênios conseguir superar todas as teorias atuais, as dele inclusive, e ninguém mais der peso à autoria de teorias ultrapassadas.
Bibliografia:

Lost in translation: Mystery of the missing text solved
Mario Livio
Nature
09 November 2011
Vol.: 479, Pages: 171-173
DOI: 10.1038/479171a

strikeEdwin Hubble/strike Georges Lemaitre descobriu a expansão do Universo

strikeEdwin Hubble/strike Georges Lemaitre descobriu a expansão do Universo: Um artigo publicado na edição desta semana da revista Nature vem corrigir duas injustiças históricas na área da cosmologia.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Questão 7 letra g Guidorizzi pág 159

sábado, 7 de maio de 2011

Considerações sobre o desgate do Asfalto em Imperatriz, Maranhão

Como bom observador que sou dos fenômenos físicos naturais, não poderia deixar de escrever sobre o asfalto que tem menos de um ano de colocado em alguns vias cruciais de nossa cidade. Já se observa após um certo período chuvoso o desgate do mesmo. Na chamada Av.Santa Tereza nas imediações da Nova Imperatriz, já se poder algumas manifestações disso. Isso se deve aos processos erosivos naturais, tais como chuva, vento, e Sol. 
Todos esses fatores citados anteriormente podem ser considerados como processos físico-químicos. 
 Esses processos físico-químicos que passam despercebidos provocam o desgate da camada de asfalto. Seria preciso um estudo com base na amostra desse asfalto para determinar sua composição e assim sabe se ele tem a resistência necessária de acordo com alguma especifícação.


Agora em uma anásile a priori, pode-se dizer que o asfalto não é de boa qualidade ou que na talvez na pior das hipóteses não é o mais adequado para esse tipo de clima devido as interperies naturais.  
Sendo assim, deve se pensar em uma outra forma de prove uma pista de rolamento com qualidades satisfatórias para os usuários de veículos e que seja também resistente. 

Cabe aqui o comentário de que dever se ter uma visão de qualidade quando se tratar da execução de serviços. 
Um exemplo disso é Av. Cel Manoel Bandeira, embora não pareça seu asfalto hoje rachado já teve uma camada asfáltica muito mais alta, o que se ver hoje é o resultado de mais de 20 de uso da via.

Introdução a Análise Vetorial

O mundo físico perceptível tem três dimensões (embora na Teoria das Super Cordas teorias adicionais tenha sido especuladas
As mais gerais representações das leis da Física podem ser entretanto expressas matematicamente em três dimensões . Tais equações podem ser expressas em termos de vetores. A análise Vetorial é particularmente aplicável na formulação das leis da mecânica e na teoria do eletromagnetismo

Texto original

The perceptible physical world is three dimensional (although additional
hidden dimensions have been speculated in superstring theories and the
like). The most general mathematical representations of physical laws should,
therefore be relations involving three dimensions. Such equations can be, compactly
expressed in terms of vectors. Vector analysis is particularly applicable
in formulating the laws of mechanics and electromagnetic theory.

Texto traduzido do livro Guide to Essential Math A review for Physics, Chemistry
and Engineering Students de S. M. Blinder, Academic Press. pág. 218

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Produto Escalar Problemas propostos PAG 66 WINTERLE CAP 2. PROBLEMA 5

5 QUESTÃO PRODUTO ESCALAR PAG 66 PROBLEMAS PROPOSTOS

terça-feira, 19 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Recurso Glencoe sobre inequações

http://www.glencoe.com/sec/math/brainpops/00112042/00112042.html

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Livro com respostas de Geometria Analítica

terça-feira, 29 de março de 2011

Espaço pode não ser contínuo, mas segmentado como um tabuleiro de xadrez

Baseado em artigo de Jennifer Marcus - 29/03/2011


Os cientistas estavam tentando construir um transístor melhor para fabricar produtos eletrônicos mais eficientes.

Mas eles acabaram descobrindo uma nova forma de pensar sobre a estrutura do espaço.

A estrutura do espaço

Normalmente se considera que o espaço seja infinitamente divisível - dadas quaisquer duas posições, sempre haverá uma posição intermediária entre elas.

Chris Regan e Matthew Mecklenburg, da Universidade da Califórnia, não estavam pensando nem em questões cosmológicas e nem em questões puramente matemáticas quando começaram a estudar uma forma de criar transistores ultrarrápidos usando grafeno.

Mas eles descobriram que pensar o espaço como um conjunto de localidades discretas, como os quadrados de um tabuleiro de xadrez, pode explicar como estruturas pontuais como os elétrons, que não possuem um raio finito, apresentam um momento angular intrínseco, ou spin.

O surgimento do spin pode ser explicado, afirmam os pesquisadores, se a partícula habitar um espaço com dois tipos de posições - como os quadrados claros e quadrados escuros de um tabuleiro.

O spin parece emergir se esses quadrados estiverem tão próximos uns dos outros que sua fronteira não possa ser detectada, ou seja, se não existir um ponto intermediário entre eles.

"O spin do elétron pode surgir porque o espaço em distâncias muito pequenas não é liso e contínuo, mas segmentado, como um tabuleiro de xadrez," propõe Regan.

O spin do elétron

Um elétron possui dois estados chamados de "spin para cima" e "spin para baixo".

O fato de que o spin do elétron tem apenas dois valores possíveis - e não três, ou quatro, ou infinitos - ajuda a explicar a estabilidade da matéria, a natureza das ligações químicas e muitos outros fenômenos fundamentais.

Mas os cientistas ainda não sabem exatamente como o elétron desenvolve essa propriedade, que é compreendida como um movimento rotacional.

Se o elétron tiver um raio, sua superfície estaria viajando a uma velocidade maior do que a da luz, violando a Teoria da Relatividade.

Ademais, experimentos têm mostrado que o elétron não tem um raio - imagina-se que ele seja algo como uma partícula puramente pontual, sem superfície e sem qualquer subestrutura que pudesse eventualmente girar.

O físico britânico Paul Dirac mostrou, em 1928, que o spin do elétron é intimamente relacionado com a estrutura do espaço-tempo. Seu argumento combina a mecânica quântica com a Relatividade Especial, a teoria de Einstein do espaço-tempo, expressa na famosa fórmula E=mc2.

Mas a equação de Dirac não acomoda meramente o spin, ela de fato exige que ele exista. Embora mostre que a mecânica quântica relativística exige o spin, a equação não dá uma explicação sobre como uma partícula pontual pode ter um momento angular, e nem porque o spin tem apenas dois valores possíveis.

Espaço discreto

Regan e Mecklenburg estão propondo um enfoque novo e inacreditavelmente simples: o spin binário pode emergir de dois tipos de quadros - claros e escuros - em um espaço que tenha a estrutura de um tabuleiro de xadrez.

E eles tiveram essa ideia, tipicamente da física teórica, enquanto trabalhavam com um problema eminentemente prático - como construir melhores transistores de grafeno.

"Nós queríamos calcular a amplificação de um transístor de grafeno," conta Mecklenburg. "Nós os estamos construindo e precisávamos calcular a eficiência com que vão operar."

Esses cálculos precisam incluir informações sobre como a luz interage com os elétrons no grafeno, que tem a estrutura parecida com a de uma tela de galinheiro.

Os elétrons no grafeno movem-se saltando de um átomo de carbono para o outro, como se fossem peças sendo movidas em um tabuleiro de xadrez.

A diferença com o tabuleiro de jogo é que os "quadros" do grafeno são triangulares, com os triângulos escuros apontando "para cima" e os triângulos claros apontando "para baixo".

Quando um elétron no grafeno absorve um fóton, ele salta de um triângulo claro para um triângulo escuro. Mecklenburg e Regan demonstraram que essa transição é equivalente a passar o spin de "para cima" para "para baixo".

Em outras palavras, os elétrons adquiririam o spin ao serem confinados em posições discretas e específicas no grafeno.

Novo spin

Esse spin agora proposto pelos dois pesquisadores, que deriva da geometria característica da rede atômica do grafeno, seria um spin adicional e diferente do spin comum que o elétron possui.

Eles o chamam de pseudo-spin, embora demonstrem que ele se trata igualmente de um momento angular real.

O pseudo-spin, assim como o spin meio-inteiro apresentado pelos quarks e léptons, seria então derivado de uma sub-estrutura escondida, não da própria partícula, mas do espaço no qual essas partículas vivem.

"Ainda não está claro se esse trabalho será mais útil na física de partículas ou na física da matéria condensada," diz Regan. "mas seria muito estranho se a estrutura de favos de mel do grafeno fosse a única rede atômica capaz de gerar um spin".
Bibliografia:

Spin and the Honeycomb Lattice: Lessons from Graphene
Matthew Mecklenburg, B. C. Regan
Physical Review Letters
March 18
Vol.: 106, 116803 (2011)
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.116803

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hubble encontra a galáxia mais distante já observada

Aproximando-se das origens

Um grupo de astrônomos identificou, com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma galáxia que pode ser a mais distante e, portanto, a mais antiga de que se tem notícia.

A galáxia está a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, ou seja, ela teria sido formada em um momento em que o Universo tinha apenas 480 milhões de anos.

"Estamos chegando cada vez mais perto das primeiras galáxias, que acreditamos terem sido formadas entre 200 e 300 milhões de anos após o Big Bang," disse Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia e um dos líderes do estudo.

Galáxia mais antiga

Nas observações, os astrônomos detectaram mudanças dramáticas nas galáxias, em um período entre 480 e 650 milhões de anos após a grande explosão que se acredita ter dado origem ao nosso Universo.

Segundo Illingworth, a taxa de nascimento de estrelas aumentou dez vezes nesse período de 170 milhões de anos. "Foi um aumento impressionante em um período tão curto, apenas 1% da idade atual do Universo", disse Illingworth.

Impressionante também foi o número de galáxias identificadas.

"Nossas buscas anteriores tinham encontrado 47 galáxias de tempos posteriores, quando o Universo tinha cerca de 650 milhões de anos. No entanto, só pudemos encontrar uma única possível galáxia apenas 170 milhões de anos antes," disse Illingworth. "O Universo estava mudando muito rapidamente em um curto espaço de tempo."

Estes resultados são consistentes com o quadro hierárquico aceito atualmente pelos cientistas para a formação das galáxias, em que as galáxias cresceram e se fundiram sob a influência gravitacional da matéria escura.

* Super-simulação traça mapa histórico do universo

Desvio para o vermelho

Os astrônomos medem a distância de um objeto por meio do seu desvio para o vermelho, uma medida de quanto a expansão do espaço esticou a luz do objeto para comprimentos de onda mais longos - mais vermelhos.

Esta galáxia agora detectada tem um valor provável de desvio para o vermelho de 10,3, o que corresponde a um objeto que emitiu a luz que chega até nós agora há 13,2 bilhões de anos, apenas 480 milhões de anos após o nascimento do universo.
Hubble encontra a galáxia mais distante já observada
Para alcançar desvios para o vermelho maiores do que 10, os astrônomos vão ter que esperar pelo telescópio espacial James Webb. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]

Os pesquisadores também descreveram três outras galáxias com desvios para o vermelho maiores do que 8,2, que anteriormente era o mais alto valor confirmado para qualquer objeto no Universo - veja o recorde anterior na reportagem Galáxia encontrada pelo Hubble é o mais distante objeto já visto.

Para confirmar os dados do presente estudo, e para alcançar desvios para o vermelho maiores do que 10, os astrônomos vão ter que esperar pelo telescópio espacial James Webb.

Na verdade, o projeto do Hubble não considerava ser possível alcançar tal nível de observações, mesmo depois que ele recebeu um upgrade completo, em Maio de 2009.

* Hubble está pronto para desvendar novas fronteiras do Universo

A descoberta agora relatada foi possível graças a um dos instrumentos novos instalados naquela ocasião, a Câmera de Campo Amplo 3 (WFC3).
Bibliografia:

A candidate redshift z ? 10 galaxy and rapid changes in that population at an age of 500 Myr
R. J. Bouwens, G. D. Illingworth, I. Labbe, P. A. Oesch, M. Trenti, C. M. Carollo, P. G. van Dokkum, M. Franx, M. Stiavelli, V. González, D. Magee, L. Bradley
Nature
26 January 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature09717

Brasileiros usam Anel de Einstein para estudar galáxias

Com informações da Agência USP - 10/02/2011
Brasileiros usam
Lentes gravitacionais conhecidas como Anéis de Einstein, vistas pelo Telescópio Espacial Hubble.[Imagem: NASA/ESA/A.Bolto/SLACS]

Massa de galáxias

O estudo de um fenômeno conhecido como "anel de Einstein" permitiu que dois astrônomos brasileiros obtivessem informações mais precisas sobre a magnitude e a distribuição da massa de 58 galáxias.

Laerte Sodré Júnior e Antônio Guimarães, pesquisadores do Instituto de Astronomia (IAG) da USP, vão publicar os resultados em um artigo na edição de fevereiro do The Astrophysical Journal, uma das principais publicações da área.

De acordo com Guimarães, as galáxias estudadas encontram-se a uma distância média de 2,4 bilhões de anos-luz do Sistema Solar.

"A luz das galáxias que estão atrás das outras que tiveram suas massas medidas estão muito mais distantes, algo como 5,7 bilhões de anos-luz", conta.

Anel de Einstein

Na pesquisa foram utilizados dois métodos de medição.

O primeiro, baseado no efeito de lentes gravitacionais, analisa a distorção da imagem de uma galáxia que se encontra atrás da galáxia da qual se quer medir a massa.

Como essa distorção, conhecida como "anel de Einstein", é provocada pela ação gravitacional da galáxia que está na frente, torna-se possível calcular a massa responsável pela intensidade do efeito.

Esse método só pode ser usado quando são observadas duas galáxias alinhadas, o que é um evento raro.

Dinâmica estelar

As 58 galáxias que atendiam a essa condição também foram analisadas por meio de outra forma de medição de massa, chamada análise de dinâmica estelar. Nessa técnica, o cálculo é feito aplicando-se leis da física à velocidade observada das estrelas da galáxia da qual se quer medir a massa.

A medição da massa de uma galáxia é feita de forma indireta, a partir de grandezas que podem ser observadas. Por isso, a estimativa da massa depende de alguns "graus de liberdade". A combinação de métodos de medição limita essas liberdades, aumentando a determinação do cálculo.

"Comparando as duas medidas podemos dizer, além de qual é a massa da galáxia, qual é o seu perfil de densidade", explica Guimarães.

O perfil de densidade é a informação mais importante sobre a distribuição da massa na galáxia, e pode ser aplicado em pesquisas de astrofísica abordando formação de galáxias e o estudo da matéria escura, um material cuja existência é inferida, mas que possui natureza ainda desconhecida.

O trabalho de Guimarães e Sodré utilizou dados do Telescópio Espacial Hubble e do projeto Sloan Digital Sky Survey, que faz a catalogação de galáxias e que recentemente divulgou a maior imagem já feita do Universo.
Bibliografia:

Density profile, velocity anisotropy, and line-of-sight external convergence of slacs gravitational lenses
Antonio C. C. Guimarães, Laerte Sodré
The Astrophysical Journal
2011 February 10
Vol.: ApJ 728 33 Issue 1
DOI: 10.1088/0004-637X/728/1/33

Restos de outra galáxia são encontrados dentro da Via Láctea

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/02/2011
Fluxo de Aquário: encontrado resto de galáxia dentro da Via Láctea
Visualização do Fluxo de Aquário, oriundo de um evento galáctico que ocorreu há apenas 700 milhões de anos. [Imagem: Arman Khalatyan, AIP]

Fluxo de Aquário



Uma equipe internacional de astrônomos descobriu uma nova corrente de estrelas na Via Láctea, remanescente de uma outra galáxia menor, que foi atraída e incorporada pela força gravitacional da nossa própria galáxia.

A corrente foi batizada de "Fluxo de Aquário", ou "Corrente de Aquário" (Aquarius Stream).

Essa atração, fatal para a outra galáxia, deve ter ocorrido há cerca de 700 milhões de anos, calculam os cientistas.

Isto torna o Fluxo de Aquário extremamente jovem - os outros fluxos de estrelas conhecidos têm bilhões de anos de idade e estão localizados na periferia da nossa galáxia.

Ao contrário de praticamente todos os fluxos de estrelas conhecidas, o Fluxo de Aquário está dentro do disco galáctico, onde a alta concentração de estrelas da Via Láctea torna difícil sua identificação.

"Ele está bem à nossa porta, nós simplesmente não conseguíamos vê-lo," disse a Dra. Mary Williams, do Instituto Astrofísico de Potsdam, que coordenou a pesquisa, realizada no Observatório Siding Spring, na Austrália.

Colisões de galáxias

A descoberta é parte de uma campanha denominada RAVE, que pretende rastrear até 1 milhão de estrelas da nova Via Láctea até 2012, na tentativa de entender o processo de formação da nossa galáxia.

O projeto RAVE (Radial Velocity Experiment) é chamado pelos astrônomos de "arqueologia galáctica", e está coletando dados de todo o céu em busca de informações sobre a história da formação da Via Láctea.

"Queremos descobrir qual foi a frequência desses eventos de fusão com galáxias vizinhas no passado e quantos podemos esperar no futuro," explica o Dr. Matthias Steinmetz, coordenador do projeto RAVE.

Mas uma coisa parece certa: dentro de mais ou menos três bilhões de anos a Via Láctea terá sua próxima grande colisão, com a vizinha galáxia de Andrômeda - isto se alguma das galáxias anãs descobertas durante os últimos anos em nossa vizinhança cósmica não chegar primeiro.

Marion Classics

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Menina de 10 anos é a mais jovem descobridora de uma supernova

Uma menina canadense de dez anos de idade se tornou a pessoa mais jovem até hoje a identificar uma supernova – estrela que, ao explodir, brilha intensamente até perder luminosidade.

Kathryn Gray estava estudando imagens obtidas em um observatório amador, no último domingo, quando notou uma supernova.
As fotos haviam sido mandadas para seu pai, Paul Gray, um astrônomo amador, que ajudou Kathryn a fazer a descoberta, descartando que se tratasse de um asteroide e verificando a lista de supernovas já conhecidas.

A descoberta foi averiguada e registrada pela Sociedade Real de Astronomia do Canadá (RASC, na sigla em inglês), que considerou Kathryn a pessoa mais jovem que se tem conhecimento a conduzir tal feito.
  • A supernova descoberta fica na constelação da Girafa
“Estou muito empolgada. É uma ótima sensação”, disse à menina ao jornal canadense Star.
“É fantástico que alguém tão jovem demonstre paixão pela astronomia. Que descoberta incrível”, disse Deborah Thompson, da RASC.

Eventos raros
A supernova – batizada de 2010lt – foi descoberta na galáxia UGC 3378, a cerca de 240 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Camelopardalis.

Eventos raros, as supernovas consistem em explosões que marcam a morte violenta de estrelas maiores que o Sol.
Para identificar esses eventos é preciso observar imagens antigas de campos estelares e compará-las com imagens novas. A supernova se revela como um ponto mais brilhante que estrelas comuns, por isso, pode ser vista por meio de um telescópio simples.

Os eventos interessam aos astrônomos “porque produzem a maioria dos elementos químicos que fizeram a Terra e outros planetas e porque supernovas distantes podem ser usadas para estimar o tamanho e a idade do Universo”, diz a RASC em um comunicado.